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O meu 4º bloco de notas | A velha questão da naturalização
publicado por David Pereira a domingo, 28 de dezembro de 2008

O tema é antigo, mas não deixa de ser actual, falo-vos das famosas naturalizações em que um futebolista estrangeiro que viva num determinado país adquira a nacionalidade desse país e possa assim jogar pela a selecção dessa nação.
Há vários exemplos famosos como Deco, Pepe e Marcos Senna, entre outros.

Actualmente esta questão é muito controversa, uns concordam, outros não, na minha opinião concordo com as naturalizações, mas do modo como elas aconteceram com os três jogadores referidos atrás.



Deco, por exemplo, já vivia há muitos anos em Portugal e tomou a liberdade de naturalizar português por via de processos legais e que acontecem a cidadãos comuns, sejam eles futebolistas, operários, cozinheiros, etc.
É normal que uma pessoa que viva há tantos anos num país e que tenha já um carinho especial por este que adopte uma segunda nacionalidade e eu concordo com isso, e por tabela, já que a naturalização é feita e que o tal jogador já é português, é óbvio que pode ser uma das escolhas do seleccionador nacional e a meu ver isso nem sequer pode ser discutivel.

No entanto há exemplos que eu não concordo. Lembro-me quando Sven-Goran Erikson era seleccionar inglês e pediu à federação desse país para que tratasse rapidamente do processo de naturalização de Louis Saha para que jogasse por Inglaterra ou então quando se falava que se a FPF quisesse poderia acelerar também a naturalização de Liedson para poder jogar o mais rapidamente por Portugal, algo que este não aceitou.
Com isto eu não concordo!

Se formos por esta medida, daqui a alguns anos quase que viveremos num regime capitalista dentro das Federações Nacionais em que desde muito cedo se começará a praticar este tipo de oportunismo e isso irá afectar com certeza as selecções dos países em desenvolvimento e que cada vez mais contribuem para um equilibrio das nações do futebol como os países africanos.
Estes países africanos já começam a ter super-estrelas como Samuel Eto'o, Didier Drogba ou Michael Essien pois estes já viveram algum tempo no seu país fruto de uma melhor qualidade de vida que mesmo lá agora se tem... e daqui a anos, mais super-estrelas poderão sair de África.
Se a FIFA intervir e não deixar que o regime capitalista reine nas Federações Nacionais esses talentos poderão servir o seu país de origem, teremos melhores selecções e teremos então maior equilibro do futebol.
Aí, quero ver o que selecções como a França - que foi Campeã Europeia e Mundial com metade dos jogadores africanos - conseguem fazer!

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Blogger Gomes Comentou...
Eu também concordo com as naturalizações... tipo não vejo qual é o mal de uma pessoa dar algo ao país que também lhe ofereceu muito...

Bom bloco de notas :D
28 de dezembro de 2008 às 22:49  
Blogger El Kün Comentou...
As naturalizações são boas quando são só uma ou duas depois já começa a ser mau.


O mais recente caso de naturalização é Amauri da Juventus. Dunga so o vi convucar para não jogar pela Italia. E depois? Deixem lá o rapaz ser italiano.
28 de dezembro de 2008 às 23:31