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Play Fair-Play #3 - Maradona
publicado por Commando a quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Olá a todos. Como sabem, aqui no Foot Fever, as minhas crónicas seriam os resultados e resumos dos campeonatos mais mediáticos da Europa. Contudo, depois de ver um comentário do El Kun (com razão, sim senhor) e de ter falado com o Marioalex resolvi deixar de fazer os resultados, devido a eles já serem publicados noutra crónica. A partir de agora, as minhas crónicas serão biografias de jogadores lendários, como Maradona, Pelé, Eusébio, Cruyff, etc.

Maradona

Nome: Diego Armando Maradona
Data de nascimento: 30 de Outubro de 1960
Nacionalidade: argentina
Posição: avançado
Clubes:
Argentinos Juniors, Boca Juniors, Barcelona, Nápoles, Sevilha, Newell’s Old Boys
Títulos:
Boca Juniors: Campeonato Metropolitano (1981), Melhor marcador do Campeonato Metropolitano em 1978 (22 golos), 1979 (14 golos), 1980 (25 golos) e Nacional em 1979 (12 golos) e 1980 (17 golos);
Barcelona: Taça de Espanha (1983), Supertaça de Espanha (1984); Nápoles: Campeonato de Itália (1987 e 1990), Taça de Itália (1987); Supertaça de Itália (1991), Taça UEFA (1991), melhor marcador do Campeonato italiano em 1987 (15 golos);
Argentina: Campeonato do Mundo (1986); melhor jogador e marcador do Campeonato do Mundo (1986), Campeonato do Mundo de sub-20 (1979), melhor desportista argentino (1979 e 1980), melhor jogador argentino (1979, 1980, 1986 e 1987), prémio El Mundo para o melhor futebolista da América (1979, 1986, 1989, 1990 e 1992), Bola de Ouro (1986), Bola de Ouro de Carreira (1996), Desportista argentino do século (1999).

Maradona nasceu no seio de uma família muito pobre, em Buenos Aires e desde cedo mostrou aptidão para jogar nos campos pelados da zona onde cresceu. O seu primeiro clube foi o Los Cebolitas, onde deu nas vistas, até que o Argentinos Juniors o contratou e o fez estrear com apenas 15 anos. Em 1977, tem a sua primeira aparição na selecção das Pampas, onde jogou, ao longo da sua carreira, por 91 vezes, e onde marcou 34 golos. Como era muito jovem, o seleccionador César Luís Menotti decidiu deixá-lo de fora do Mundial de 1978, na Argentina. Maradona teve aí a sua primeira desilusão no futebol. No ano seguinte, Maradona acaba por ganhar o Mundial de sub-20, no Japão, dando assim uma resposta a quem dele duvidou.

El Pibe acabou por cumprir um dos seus maiores sonhos em 1980, quando envergou, pela primeira vez, a camisola do Boca Juniors, onde faz duas épocas de sonhos, até ao Mundial de 1982, em Espanha. Mundial esse que foi péssimo para Maradona, o que não impediu uma ida para um clube de Espanha, o Barcelona. A sua performance nos blaugrana resumiu-se a uma hepatite no primeiro ano e uma agressão de Goikoetxea no segundo. Mesmo assim, ainda marcou 44 golos. Apenas dois anos depois de ingressar no Barça, Maradona ingressa no Nápoles, onde leva a equipa italiana a um patamar nunca antes alcançado. O Nápoles ganhou o Campeonato Italiano, em 1987 e 1990, bem como a Taça Uefa, em 1989. Os adeptos tiffosi ainda agora idolatram o génio Maradona pelo que ele fez nos sete anos em que serviu o Nápoles. Mas o seu melhor momento chegou no Campeonato do Mundo de 1986. No jogo contra a Inglaterra, Maradona tem dois momentos geniais. Primeiro trata de ganhar a bola no seu meio-campo, dá meia volta, começa a correr e a fintar todos os que lhe passam à frente, faz simulações, finta o guarda-redes e anicha a bola no fundo das redes britânicas. Estava feito o melhor golo do século XX. Pouco tempo depois, e no resultado de um ressalto, salta tão alto como Peter Shilton, e marca golo… Mas… Foi com a mão, diziam os ingleses… O árbitro não quer saber dos protestos e valida um dos golos mais polémicos da história dos Campeonatos do Mundo. Maradona havia de ganhar esse Campeonato e levantar a Taça.

A sua vida havia de dar uma volta de 180 graus, quando chegou ao Campeonato do Mundo de 1990. Quando chegou à meia-final, em Nápoles, derrotou a Itália no desempate por penaltis, e mostrou desrespeito para com os adeptos locais, que tanto o haviam apoiado quando ele jogava no Nápoles. O pior havia de chegar quando, na final, perdia perante a Alemanha. No ano seguinte, ainda no Nápoles, acusa cocaína num teste anti-doping, é suspenso por 15 meses e é preso á chegada á Argentina.

Passado algum tempo, é contratado pelo Sevilha, mas a sua cabeça só estava virada para jogar no Campeonato de 1994 nos EUA. Mas só faz dois jogos nos Estados Unidos e acusou uso de substâncias proibidas. A sua ultima partida pela selecção foi contra a Grécia, em 1994, onde marcou um espectacular golo de fora da área. Cumpriu mais 15 meses de suspensão e volta a ingressar no Boca Juniors, mas a sua estrela da sorte já há muito tinha desaparecido. Refugiou-se em Cuba, numa clínica de desintoxicação e iniciou a carreira como treinador, embora sem sucesso. Actualmente treina a selecção argentina.

Para a semana: Pelé

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Blogger El Kün Comentou...
Espero que não tenhas levado a mal a minha critica.

Gostei bastante mas a carreira do Maradona desiludeme um bocado, nao sei porque, acho que nao foi tão boa como dizem. :S

Grande trabalho continua.
15 de janeiro de 2009 às 00:23  
Blogger The Commando Comentou...
El kun: quem me dera k todos os comentarios fossem como os teus,.. Eu repensei o que ia fazer e mudei, axo k pa melhor. Como tu dizias, os resultados ja eram postados por outra pessoa. E eu resolvi passar as biografias
15 de janeiro de 2009 às 18:32  
Blogger El Kün Comentou...
É pena que nem todos pensem como tu The Commando.
Pois fui "despedido" pelo Marioalex por ter dito verdades.
Queria desejar as maiores felicidades a todos os membros do Footfever e que continuem com o excelente trabalho.
16 de janeiro de 2009 às 00:05