http://img710.imageshack.us/img710/7564/portalfutebolbyjoaolope.png
Bancada Central#20 – O caso “Scolari”
publicado por César Santos a quarta-feira, 22 de julho de 2009

Quando assumiu o comando da selecção portuguesa no ínicio do ano civil de 2003, Scolari chegava com o título de campeão do mundo bem “fresco” conquistado no ano anterior com a selecção do seu país. A sua missão passava por consolidar a selecção portuguesa por entre as mais fortes selecções mundiais e aumentar o prestígio de uma selecção que, segundo os especialistas, tinha potencial para muito mais do que aquilo que mostrava. Olhando para os cino anos do seu consolado verificámos que conseguiu atingir os seus objectivos na plenitude, já que conseguiu em 2004 um segundo lugar no “nosso” Euro, um quarto no mundial da Alemanha há quatro anos atrás e, por fim, um lugar entre as oito melhores equipas europeias no último Europeu disputado na Aústria e Suiça. Mas poderá dizer-se que Felipão fez um óptimo trabalho na selecção portuguesa?

A meu ver não. Senão vejamos: se é indiscutível que Scolari é um inquestionável motivador de balneários e se o consegue blindar como ninguém, também é verdade que ele favoreceu de uma conjectura muito própria para conseguir esses bons resultados. Por altura do primeiro jogo da fase de grupos, o brasileiro apostou na “sua” equipa, naquela com que mais tinha treinado e o resultado foi pior que o que se esperava, já que os resultados dos amigáveis realizados já vinham dado indicações menos boas. Mas ao fim desses terríveis 90 minutos percebeu o erro e ainda foi a tempo de emendar, colocando em campo a base do FCPorto Campeão Europeu que realizou um notável Europeu, não só a nível de resultados como a nível do futebol praticado. Só que na final, um erro do passado veio ter com ele e roubou-lhe a eterna glória, perdendo a final com a mesma equipa que tinha perdido o primeiro jogo da fase final. Ricardo, o homem que defende sem luvas, “deu” a taça aos helénicos e Scolari deve ter-se lembrado de Vítor Baía no fim dessa partida.
Passados dois anos mais um excelente resultado, desta vez no Mundial da Alemanha, com um honroso 4º lugar, mas onde as exibições deixaram muito a desejar, porque a base da equipa de 2004 já não jogava junta e eles estavam já um pouco mais velhos e desgastados. A primeira fase não foi mais que a confirmação do estatuto de favoritos e a partir daí exibições sofrivéis até à luta pelo terceiro posto, onde a Selecção foi copiosamente derrotada pela selecção da casa e onde Ricardo abria novamente a capoeira. Felipão não aprendia e cometia novamente o mesmo erro.

A terceira e última etapa na selecção portuguesa veio confirmar aquilo que já se suspeitava, sendo irrisória a forma como a selecção das quinas perdeu a possibilidade de atingir pelo menos a final. A Alemanha não era de forma alguma um bicho papão, já que Portugal quase que os eliminava jogando pouco e com, mais uma vez, a intervenção “divina” de Ricardo, a Turquia que seria o adversário das meias-finais estava ao alcance das capacidades portuguesas, logo, só a super-Espanha poderia travar uma sofrível e medíocre selecção portuguesa, porque a verdade é mesmo essa, no Euro-2008 Portugal jogou muito pouco, quando teve, mais uma vez, uma incrível oportunidade de brilhar.

Mas até nem serão essas as principais falhas de Scolari no longo reinado à frente dos destinos da selecção nacional. Talvez o principal e realmente preocupante erro foi a total inoperância e a falta de coadjuvação com as selecções mais jovens, que não produziu muitos efeitos durante a sua vigência, no final já se notavam essas deficiências, mas que tem trazido imensos problemas a Carlos Queiroz que se vê obrigado a tentar encontrar alternativas para os veteranos que se se aproximam a passos largos do final de carreira, tendo, para além disso, de lidar com o problema que se gerou após o abandono de Figo da selecção que é a questão da falta de liderança. Sim eu sei que Queiroz tem culpa no cartório, mas muita dessa culpa vem do consulado de Felipão.
Finalizando, quero apenas concluir que Scolari não passa de um treinador sobrevalorizado por um título mundial com uma selecção que até o mais leigo no que ao futebol diz respeito conseguiria tirar e por uma passagem na selecção portuguesa onde consegui perceber, “in extremis”, que só conseguiria chegar a algum lado aproveitando a estrutura do FCPorto Campeão Europeu. Passagem essa que ficou marcada pela arrogante teimosia no que ao guarda-redes diz respeito e pelo célebre caso do jogo com a Sérvia. Se isto não vos chega para perceberem a sobrevalorização deste treinador, lembrem-se da sua recente passagem pela equipa do Chelsea, onde realizou uma época sofrível que arredou a equipa londrina da luta pela Premier . Hiddink chegou e mostrou-lhe como se faz.

Abraço
“this is the real life…”

Enviar um comentário

Subscrever Enviar comentários [Atom]

Eu cá nem gosto nem desgosto de Scolari.

A verdade é que sem ovos não se fazem omoletes se é que me compreendem.

O único grande jogador que temos, quer-se queira quer não é Cristiano Ronaldo.


Depois, há outros como Pepe, Ricardo Carvalho (velho) e Deco (velho)
22 de julho de 2009 às 14:18