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Esquema tático do Real Madrid
publicado por Esquemas táticos a sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Neste post exclusivo para o Portal Futebol, apresentaremos algumas disposições táticas observadas na pré-época do Real Madrid.

A observação da pré-época do Real Madrid permite-nos fazer algum especulações acerca do esquema tático e dos jogadores que o técnico Manuel Pellegrini utilizará na sua formação principal. Vamos apresentar os desenhos táticos que foram por nós observados nesses jogos.

O 4-2-3-1. Cristiano Ronaldo e Kaká

Nessa formação, observada durante o amistoso contra o Borussia Dortmund, o técnico Manuel Pellegrini armou o esquema tático colocando Kaká e Cristiano Ronaldo vindo de trás em velocidade e com a bola dominada, a melhor característica deles.

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Na defesa, Lass foi o lateral-direito, Albiol o zagueiro pela direita, Metzelder o zagueiro pela esquerda e Marcelo o lateral-esquerdo. Em tese, Marcelo teria mais liberdade para atacar, garantido pelos volantes e pelo lateral-direito mais recuado. Mas, na prática, o Borussia Dortmund explorou aquele lado e impediu os avanços mais incisivos dele. A entrada de Michel Salgado (que estava machucado no dia do jogo) ou Sérgio Ramos não muda muito esse cenário, já que são mais defensivos que ofensivos.

No meio-campo, dois volantes. Um marcador (o zagueiro Pepe, mas que também atua como volante na seleção portuguesa) e um armador (Xabi Alonso), mas que também marca bem. A vantagem de se ter um armador jogando recuado é a menor pressão que ele sofre dos marcadores do time adversário. À frente dos volantes, três meias: Granero, Kaká e Cristiano Ronaldo. Os três voltam para ajudar a marcação e também chegam ao ataque, além de trocarem de posição constantemente. Qualquer um deles pode aparecer como atacante ao lado de Benzema, o único atacante de ofício do time, mas que não joga isolado na frente por causa da aproximação de um dos três.

O 4-4-2. Dois atacantes e dois meias ofensivos

Na formação 4-4-2, apresentada contra a LDU, o Real Madrid apresenta uma formação ainda mais ofensiva. Manuel Pellegrini está, obviamente, testando as formações que vai utilizar em momentos que podem aparecer durante os campeonatos a serem disputados e em situações de jogo específicas. Contra times menores, esse 4-4-2 poderá ser utilizado sem problemas, já que o time terá mais posse de bola e deve criar mais situações de gol jogando no campo do adversário. Nesse caso, quanto mais jogadores técnicos estiverem em campo melhor, já que o passe certo torna-se um quesito indispensável, para evitar bolas perdidas e contra-ataques com a equipe aberta.

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A defesa tem o mesmo formato: um lateral mais preso e outro mais livre para atacar. Mas o sistema defensivo não. O volante armador, mais técnico, joga à frente do volante marcador, para trocar bolas no campo de ataque.

Os meias abertos pelas pontas chegam frequentemente ao ataque, pelos lados e em diagonal pelo centro, e buscam os dois atacantes fixos.

No esquema representado no desenho, Robben pode dar lugar a Kaká e Xabi Alonso deve entrar no lugar de Guti. O que é importante observar, entretanto, é o caráter extremamente ofensivo desta formação.

Jogo contra o Rosenborg: 4-2-3-1 com Raúl

Contra o Rosenborg, o técnico Manuel Pellegrini armou seu time também no 4-2-3-1, mas, diferentemente do primeiro esquema tático analisado, com Raúl no lugar de Granero. A equipe perde em recomposição na marcação no meio-campo, mas ganha a possibilidade de se modificar o sistema tático para o 4-2-2-2 com dois centroavantes, deslocando-se Raúl para o ataque.

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A defesa jogou com Arbeloa (lateral-direito), Albiol (defensor pela direita), Garay (defensor pela esquerda) e Marcelo (lateral-esquerdo). Como nos demais esquemas táticos analisados, Marcelo tem mais liberdade para avançar pela esquerda, embora na formação com Arbeloa, o Real Madrid tenha feito jogadas com o lateral-direito. Além disso, com Lass Diarra como volante o time ganha em poder de marcação no meio.

Assim, o meio-campo teve como volantes Lass e Xabi Alonso. Lass como volante de marcação e Xabi Alonso como o volante-armador. Kaká (direita), Raúl (centro) e Cristiano Ronaldo (esquerda) foram os meias atacantes. Na verdade, Raúl pode ser um meia que auxilia na criação de jogadas e recua mais que Kaká e Cristiano Ronaldo quando o time perde a bola. E, como dissemos, pode apresentar-se como um segundo centroavante, ao lado de Benzema, se for necessário.

No ataque, Benzema é o único centroavante. Mas nunca joga isolado porque Kaká chega pela direita e Cristiano Ronaldo pela esquerda, como pontas ou em diagonal pelo centro. Além da aproximação constante de Raúl.

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* Mais análises táticas de seleções e de clubes europeus, brasileiros e sul-americanos, além de seleções e jogos históricos, podem ser encontradas no blog Esquemas Táticos.

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