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Taça da Liga - FC Porto 1-0 Leixões
publicado por Ribeiro' a terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Na noite que se adivinhava dos novos, foram os consagrados a garantir a vitória do F.C. Porto. Ou antes, um consagrado: Varela, pois claro. O extremo aproveitou da melhor forma um cruzamento de Valeri (as bolas paradas são definitivamente o ponto forte do argentino) para marcar o único golo da partida e assegurar o triunfo.

Um triunfo que durou uma eternidade e foi sofrido até ao fim. Na segunda parte, aliás, o Leixões cresceu para cima do campeão nacional e criou duas ou três ocasiões claras de golo. Valeu nessa altura outro consagrado, o mais antigo do plantel: Nuno. O guarda-redes é sempre uma garantia de confiança e estabilidade para a equipa.

Jesualdo Ferreira sentiu a vitória em perigo e tratou de mexer na equipa pelo meio. Trocou Varela por Rodriguez, lançou Guarín no lugar do inexistente Prediguer (falta-lhe muito nervo para poder ser uma opção séria) e ainda introduziu o irrequieto Sérgio Oliveira. A equipa ganhou competitividade mas continuou a sofrer.

No fim não chegou para o Leixões evitar a derrota, mas sobrou para amedrontar o campeão. Houve alturas até em que só se ouvia os adeptos de Matosinhos. Essa foi a maior vitória que José Mota leva do Dragão. Não significa pontos, mas é uma boa vitória. O F.C. Porto por outro lado leva os três pontos. Nada mais.

Mas houve quem perdesse mais do que o F.C. Porto. Houve, sim senhor. Maicon, por exemplo. Prediguer, claro. Miguel Lopes, também. Mariano González ainda não convenceu. Até Valeri devia ter mostrado muito mais. Nota-se que tem pormenores de jogador, mas precisa de ser muito mais competitivo para ser titular.

Os novos, sim, foram quem mais perdeu. Eles que precisam de apresentar credenciais para entrar no núcleo duro de Jesualdo e que não o conseguiram. Durante a primeira parte ainda dominaram e tiveram um par de bons momentos, mas caíram na segunda metade e não foram capazes de inverter a tendência de queda.

Os assobios dos cerca de 16 mil espectadores que trocaram o conforto do sofá por um Dragão gelado até às orelhas, são disso a melhor prova. Fica a vitória, claro. Apenas isso. No fim de um espectáculo triste, frio e arrastado. Se o objectivo do F.C. Porto é, como se diz, desvalorizar a Taça da Liga, conseguiu-o outra vez.

Golo

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